A maioria dos brasileiros atribui ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a responsabilidade política pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. É o que mostra a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (16), realizada antes da confirmação oficial das novas tarifas, mas já em meio ao acirramento da disputa política sobre o tema.
Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados concordam com a versão apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de que Flávio Bolsonaro teria contribuído para a adoção das sanções comerciais pelos Estados Unidos. Outros 30% concordam com a versão do senador, que afirma que o governo Lula provocou a reação norte-americana. Os demais não souberam ou preferiram não responder.
Na comparação com a pesquisa anterior, realizada em junho, a percepção favorável à narrativa do governo aumentou. Na ocasião, 47% concordavam com Lula e 35% com Flávio Bolsonaro.
Maioria não acredita que Flávio consiga reverter tarifas
A pesquisa também avaliou a percepção dos brasileiros sobre a influência de Flávio Bolsonaro junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com o levantamento, 58% acreditam que o senador não tem força política para convencer Trump a revogar a tarifa de 25% aplicada aos produtos brasileiros. Já 34% consideram que ele poderia influenciar uma mudança de decisão, enquanto 8% não souberam responder.
Outro dado mostra que 57% dos entrevistados disseram desconhecer a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar do assunto, enquanto 43% afirmaram ter conhecimento do encontro com Trump na Casa Branca.
Tarifaço pode influenciar eleição de 2026
A Quaest também perguntou como a medida pode afetar a disputa presidencial.
Segundo a pesquisa, 42% afirmaram que o tarifaço aumenta a chance de votarem em Lula, enquanto 27% disseram que a situação favorece Flávio Bolsonaro.
O levantamento foi realizado presencialmente entre os dias 10 e 13 de julho, com 2.004 entrevistados de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

