O Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais já trabalha em múltiplas frentes de negociação para garantir um palanque eleitoral competitivo em 2026, mesmo na hipótese de o senador Rodrigo Pacheco (PSD) decidir não embarcar na disputa como aliado. Segundo fontes internas, dirigentes petistas dividiram entre os principais quadros do partido a tarefa de dialogar com quatro potenciais nomes para liderar a chapa estadual no pleito mineiro: Tadeu Leite (presidente da Assembleia Legislativa de Minas – ALMG), Gabriel Azevedo (ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte), Alexandre Kalil (ex-prefeito de Belo Horizonte) e, claro, o próprio Pacheco.
O plano de contingência demonstra que o PT mineiro não quer depender de um único nome: a estratégia é abrir várias frentes ao mesmo tempo, sondando aliados de diferentes legendas para assegurar uma candidatura competitiva. Para Tadeu Leite, o diálogo está sob responsabilidade da presidente estadual do PT, a deputada estadual Leninha, e do parlamentar Ulysses Gomes, líder do bloco de oposição ao governo estadual na ALMG.
No caso de Gabriel Azevedo — cujo nome vem sendo avaliado pelo PT como opção alternativa — a interlocução será mediada por dirigentes do partido com atuação em Belo Horizonte e pela bancada petista na Câmara dos Deputados. A aproximação com ele ainda depende de sinalização formal do MDB mineiro, já que Azevedo mantém pré-candidatura ao governo estadual.
Em outra frente, o ex-prefeito Alexandre Kalil aparece como opção em retaguarda. Ele mantém diálogo com líderes do PT, incluindo reunião recente com o presidente nacional da legenda, Edinho Silva — o que reforça que o partido não descarta representar-se com quadros fora da ala tradicional petista caso os cenários mais prováveis se encerrem sem consenso.
A estratégia do PT em Minas surge em sintonia com a orientação nacional da legenda de priorizar alianças competitivas para 2026 — conforme pedido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Em recente reunião, Lula cobrou maturidade política dos dirigentes para que o partido construa palanques fortes nos estados mais representativos, sem depender exclusivamente de identidades únicas ou favoritismos antecipados.
Com a movimentação, o PT busca evitar que a indefinição, especialmente em torno da confirmação de Pacheco, se transforme em debilidade política. A tática de multiplicar opções e negociar com diferentes legendas reforça o entendimento interno de que Minas Gerais exigirá uma construção cuidadosa e ajustada da base aliada, se o partido quiser chegar competitivo em 2026.



LULA irá de Pacheco!!!!