O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), está em negociação direta com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) para que ele desista de concorrer ao governo estadual em 2026. A estratégia de Simões é clara: unificar a direita mineira em torno de uma única candidatura e evitar a fragmentação do eleitorado conservador.
Durante um encontro com jornalistas nesta segunda-feira (23), em Belo Horizonte, Simões demonstrou otimismo quanto ao avanço das conversas com o senador. “Cleitinho é meu amigo. Meu momento é melhor que o dele, até porque não tenho outra opção”, disse, ao afirmar que está totalmente comprometido com a pré-candidatura.
Simões recorreu à metáfora de Thomas Schelling para explicar sua estratégia política: “Quando você está jogando um jogo e arranca o volante do carro, está dizendo que não vai desistir. E eu arranquei o volante.” A fala reforça sua disposição em ir até o fim com o projeto de disputar o Palácio Tiradentes.
Embora Cleitinho ainda apareça bem posicionado nas primeiras pesquisas, nos bastidores há sinais de que o senador tem demonstrado menor interesse na disputa. Segundo Simões, a construção de uma aliança ampla está em andamento e as conversas com Cleitinho caminham para uma decisão conjunta.
Além do diálogo com o senador, Simões afirmou que pretende ampliar o arco de alianças com outras lideranças da direita, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o secretário de Governo Marcelo Aro (PP), o deputado federal Domingos Sávio (PL) e o empresário Alex Diniz. Esses nomes são cotados para compor chapa ou fortalecer a base de apoio na campanha.
A movimentação reforça o cenário de disputa antecipada e a tentativa do governo Zema de manter o controle político de Minas em 2026, reunindo forças em torno de um nome único que represente a continuidade de sua gestão.
