Transplante de medula para crianças com câncer é debatido na Câmara

Deputado Weliton Prado alerta para a falta de acesso a novas tecnologias no SUS durante debate sobre tratamento oncológico para jovens

Sirley de Araújo
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Comissão Especial sobre Prevenção e Combate ao Câncer, AVC e Doenças do Coração realiza um debate crucial nesta quarta-feira (13). O foco principal do encontro é o transplante de medula óssea como alternativa fundamental para o tratamento de crianças e adolescentes. A reunião está agendada para às 14h30, no plenário 16 da Câmara dos Deputados.

O encontro atende a uma solicitação direta do deputado Weliton Prado. Segundo o parlamentar mineiro, os dados atualizados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam uma urgência na discussão sobre o tema no país. Além disso, o câncer já figura como a principal causa de óbito por enfermidade na faixa etária entre 1 e 19 anos no Brasil.

Dessa forma, o transplante de medula surge como a via principal para combater leucemias, tumores no sistema nervoso central e linfomas. Entretanto, o acesso a novos medicamentos e tecnologias ainda é um desafio, onde as famílias dependem da agilidade do sistema público.

“Ao contrário do que acontece nos países desenvolvidos, as novas tecnologias e terapias, ou mesmo medicamentos que antes eram fornecidos pelo SUS, não chegam aos pacientes, o que dificulta o tratamento e diminui as chances de cura que poderiam atingir em torno de 80%”, ressaltou Weliton Prado.

Portanto, o objetivo da audiência é pressionar por avanços que garantam tratamentos modernos em todo o território nacional. Atualmente, o Brasil busca elevar os índices de sobrevivência infantil, que poderiam ser significativamente maiores com o suporte tecnológico e farmacêutico adequado dentro da rede pública de saúde.

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