Fechar as contas no fim do ano será um desafio para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O reitor da instituição, Jaime Ramírez, afirmou em entrevista coletiva, na manhã desta sexta-feira (28), que as contas de água e luz da universidade estão atrasadas. Ramírez não deu detalhes sobre o tempo de atraso nem sobre valores, mas confirmou que o montante é significativo.
O corte orçamentário feito pelo Ministério da Educação (MEC) reduziu em R$ 50,7 milhões os recursos destinados à UFMG em 2015. Com isso, de acordo com o reitor, as verbas de custeio – que cobrem despesas com limpeza, água e energia – foram reduzidas em 10% e as de investimento, em 50%, o que motivou a paralisação de 12 obras que estavam em andamento na UFMG.
Segundo Ramírez, são necessários R$ 22,8 milhões para que a universidade consiga fechar as contas no fim do ano. Ele afirmou que foi a Brasília fazer o pedido e está mantendo o governo federal e o MEC atualizados sobre a situação da UFMG. “Hoje, o principal desafio é honrar as contas de água e luz”, afirmou Ramírez.
Fundo de emergência
Para manter os cursos de pós-graduação, que sofreram um corte de 75% por parte da Capes no início do ano, foi criado um fundo de emergência de R$ 2 milhões.
O reitor afirmou que não houve cortes na Assistência Estudantil e que a universidade está trabalhando para evitar que os estudantes que precisam das bolsas de auxílio sejam prejudicados. Por causa dos cortes, 527 funcionários foram demitidos de setores como limpeza, portaria e manutenção. Permanecem nos postos de trabalho 791 pessoas.
Apesar da situação causada pelos cortes e da greve dos servidores técnicos-administrativos federais, que completa três meses nesta sexta, Ramírez avaliou o retorno às aulas como satisfatório.

O Tempo
