O que leva um brasileiro a deixar o país para lutar em uma guerra na Europa e, anos depois, vestir a farda da Polícia Militar de Minas Gerais? A resposta passa por propósito, disciplina e senso de coletividade.
No NonaCast, podcast da 9ª Região da PMMG, o soldado Murilo, de 30 anos, aluno do Curso de Formação de Soldados em Uberlândia, compartilhou uma trajetória incomum. Natural de Itamaraju, na Bahia, ele já serviu três vezes como militar — no Exército Brasileiro, na Legião Internacional da Ucrânia e agora na Polícia Militar.
“Eu sempre admirei veteranos e pessoas que têm essa disposição de lutar por interesses coletivos”, afirmou durante a entrevista.
Do Exército à guerra na Ucrânia
Murilo cumpriu o serviço militar obrigatório em 2014, em sua cidade natal. Anos depois, em 2022, voltou a acompanhar de perto o noticiário internacional. A invasão da Ucrânia pela Rússia o incomodou profundamente.
“Aquilo não me desceu. Eu pensava: como isso ainda acontece nos dias de hoje?”, relatou.
Ao saber da criação da Legião Internacional da Ucrânia, decidiu se voluntariar. Sem esperar convocação formal, organizou documentos, avisou a família e viajou até a Polônia. De lá, entrou em território ucraniano.
Foram seis meses no front. Murilo integrou a Companhia Charlie do primeiro e do segundo batalhões. Participou de operações em área de conflito e retornou ao Brasil sem ferimentos.
“Fui já sabendo o que poderia acontecer. Voltei inteiro, sem sequelas”, contou.
Apesar da experiência extrema, ele avalia que a segurança pública no Brasil pode ser ainda mais complexa.
“Lá as cartas estão na mesa. Aqui, a expectativa pública e a legislação tornam tudo mais delicado”, comparou.
O retorno ao Brasil e a decisão pela PMMG
Após voltar da Ucrânia, Murilo enfrentou um período de readaptação. Ele descreveu a sensação de vazio comum a quem deixa um ambiente de alta intensidade.
“Você volta e parece que não está sendo tão útil. Eu precisava fazer algo que tivesse sentido”, afirmou.
Foi então que viu o edital da Polícia Militar de Minas Gerais. Estudou, passou pelas etapas do concurso e ingressou no Curso de Formação em Uberlândia.
A previsão de formatura é 22 de maio. Até lá, a rotina é marcada por disciplina, imprevisibilidade e forte espírito de equipe.
Para ele, o maior aprendizado tem sido coletivo.
“Um companheiro pode ser a diferença para você voltar para casa. A gente depende um do outro”, disse.

Segurança pública e propósito
Durante o podcast, Murilo destacou que a motivação que o levou à guerra é a mesma que hoje o move na segurança pública: servir a algo maior que si mesmo.
“Se eu não fizer algo útil para a comunidade onde vivo, vou ficar incomodado”, afirmou.
Hoje, ele escolheu defender o povo mineiro. A cidade que o acolheu se tornou seu novo território de missão.
A história do soldado Murilo revela que, por trás da farda, há trajetórias complexas. E mostra que o chamado para servir pode atravessar fronteiras — e voltar para casa em forma de compromisso com a segurança pública.

Selva Murilo! Que nas tuas .novas batalhas da vida nunca falte água no seu cantil, ou ração em sua mochila, nem munição em seus carregadores. Que tua bússola e teu azimute estejam sempre norteando a paz e a felicidade, que tua patrulha sempre encontre um *PRPO* seguro para definir uma nova *P Atq* a teus objetivos, que o coturno que te levará para essa grande caminhada seja bem confortável e macio, que vc consiga o apoio de fogo dos squads dos irmãos que estarão ao teu lado nessa jornada para te cobrir e te ajudar a ultrapassar todos os riscos e obstáculos na tua via de acesso, alcançando, conquistando, consolidando e mantendo o *LAADA* e o objetivo almejado. Que assim seja e que vc volte sempre vencedor e incólume pra casa! Orgulho de ter ombreado com guerreiro tão valoroso e abnegado! *” Aqui o por do sol marca apenas a metade de uma jornada de trabalho!”* Tudo de bão irmão! Sucesso sempre!!!
As amizades forjadas na selva nunca fenecem!