Comércio aposta em inteligência artificial para frear furtos no Dia das Mães

Com preferência pelas lojas físicas chegando a 73%, varejistas investem em câmeras inteligentes e análise de dados para proteger estoque e faturamento

Sirley de Araújo
Foto: Divulgação

O movimento nas ruas e shoppings deve ganhar um fôlego extra em maio. Considerada a segunda principal data para o varejo, o Dia das Mães de 2026 marca uma consolidação do consumo presencial. De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), 73,4% dos consumidores pretendem ir pessoalmente às compras.

Entretanto, o aumento do fluxo de clientes traz um desafio antigo, mas com roupagem nova: a segurança. Com lojas mais cheias, os furtos oportunistas tornam-se uma preocupação real para os empresários. Diante disso, o setor está trocando a vigilância tradicional por soluções de alta tecnologia.

Para Rodrigo Tessari, CEO da Deconve e especialista na área, o momento exige uma postura preventiva e não apenas reativa. O cenário evidencia uma transformação estrutural. A prevenção de perdas deixou para trás a simples vigilância; agora, dados e inteligência preditiva orientam os processos”, destaca o executivo

Inovação redefine a segurança no ponto de venda

O foco tecnológico recai sobre itens de alto giro e desejo, como perfumaria, roupas e eletrodomésticos, que representam a maior fatia das intenções de presente. Como esses produtos são alvos frequentes, a implementação de câmeras inteligentes tem sido a saída para manter a rentabilidade do negócio.

Diferente dos circuitos internos comuns, as novas ferramentas utilizam softwares de reconhecimento facial e análise comportamental. “O sistema cruza imagens com uma base colaborativa e gera alertas que são validados por humanos. Isso permite uma atuação antecipada e, acima de tudo, responsável, respeitando o cliente”, explica Rodrigo Tessari.

Além da inteligência artificial, a colaboração entre redes varejistas tem se mostrado eficaz. Ao compartilhar dados sobre padrões de ocorrências, os lojistas criam uma barreira extra de proteção durante as datas sazonais. Portanto, o investimento em tecnologia não serve apenas para evitar prejuízos, mas para garantir que o potencial de vendas do Dia das Mães se converta, de fato, em lucro real para as empresas da região.

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