Estudantes da UFU conquistam três prêmios em maior torneio aeroespacial da América Latina

A Equipe EPTA de Uberlândia desenvolveu pousador, satélite e foguete próprios e superou concorrentes internacionais na LASC 2026

Sirley de Araújo
Foto: Divulgação - Redes Sociais

A Equipe de Propulsão e Tecnologia Aeroespacial (EPTA), vinculada à Universidade Federal de Uberlândia, garantiu três títulos expressivos na 7ª edição da Latin American Space Challenge (LASC). O evento ocorreu entre os dias 2 e 5 de setembro no Sugarcane Launch Range, localizado em Iacanga, no interior de São Paulo. A disputa reuniu mais de 2 mil participantes e mais de 150 projetos de nações como Brasil, Chile, Argentina, México, Peru, Colômbia, Turquia, Taiwan e Romênia.

Durante o torneio internacional, o grupo mineiro apresentou três projetos desenvolvidos inteiramente no campus universitário. Como resultado desse esforço, a equipe conquistou o primeiro lugar na divisão Lander Challenge com o pousador Atria. Além disso, a delegação venceu a classe de microssatélites CanSat & PocketQube e faturou o troféu geral de Melhor Satélite Experimental do Ano. A equipe também operou o foguete experimental Merak durante a programação técnica da competição.

Tecnologia própria desenvolvida em laboratório

A EPTA atua como projeto de extensão na Faculdade de Engenharia Mecânica da universidade desde 2016. Atualmente, a iniciativa mobiliza mais de 50 estudantes de dez cursos de graduação. Dessa maneira, os próprios alunos projetam e realizam as simulações computacionais de cada componente antes da fabricação mecânica.

Além disso, toda a confecção das estruturas acontece nas instalações da universidade. Os participantes usinam peças de metal nos laboratórios locais, moldam as partes em fibra de vidro e montam os circuitos eletrônicos embarcados. Portanto, a autonomia industrial do grupo garante precisão na telemetria e agilidade nos testes de voo.

Sequência de vitórias no setor aeroespacial

Esse resultado em solo paulista amplia o histórico vencedor do time mineiro em disputas de engenharia. Em novembro de 2025, os universitários já haviam conquistado o primeiro lugar na divisão de 500 metros com o foguete Nashira. Consequentemente, a universidade soma quatro prêmios de grande porte em apenas dez meses de atividades competitivas.

Por fim, os custos de pesquisa, viagens e produção dos protótipos dependem de parcerias privadas, patrocinadores e doações voluntárias da comunidade. Os apoiadores podem contribuir diretamente por meio do portal oficial da equipe, onde o grupo disponibiliza canais de financiamento coletivo e itens institucionais.

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