Nesta quarta-feira, 15 de julho, a Ponte Quinca Mariano começa a operar no sistema “pare e siga” para o início das obras de recuperação estrutural. A estrutura conecta os estados de Minas Gerais e Goiás, funcionando como uma rota vital para a região. A concessionária e as equipes de engenharia adotam essa medida inicial para permitir o avanço dos trabalhos sem interromper totalmente o fluxo de veículos neste primeiro momento.
Portanto, os motoristas que trafegam pelo trecho ainda não precisam utilizar as rotas alternativas de forma imediata. Essas rotas de desvio podem aumentar o tempo de viagem entre os dois estados em até três horas. No entanto, o fluxo alternado exige atenção redobrada de quem passa pelo local, principalmente nos horários de pico.
Cronograma de interdição total
De acordo com a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), o bloqueio total da Ponte Quinca Mariano ocorrerá a partir do dia 1º de agosto. Anteriormente, o órgão planejava fechar a via antes, mas adiou o bloqueio completo para não prejudicar o tráfego no período de férias escolares. A interdição total deve durar até 12 meses, tempo necessário para garantir a execução segura de todos os serviços complexos de engenharia.
Essa decisão gerou debates intensos entre lideranças políticas, comerciantes e empresários da região. O setor produtivo de Caldas Novas, por exemplo, demonstra forte preocupação com a economia local. Afinal, o município goiano depende diretamente desse acesso para receber turistas, trabalhadores e mercadorias vindas de Minas Gerais.
Rotas alternativas e impactos econômicos
Apesar do temor de empresários sobre possíveis prejuízos e aumento de custos logísticos, o tráfego regional conta com alternativas viáveis. Os condutores que precisarem fazer a travessia após o dia 1º de agosto deverão desviar o caminho passando por Araguari, Cumari, Goiandira, Catalão, Ipameri e Nova Aurora, até retornar ao trajeto original rumo a Corumbaíba.
Paralelamente, diversos parlamentares e prefeitos solicitaram ao governador em exercício de Goiás, Daniel Vilela, uma revisão no cronograma para evitar o fechamento total da ponte. Contudo, a Goinfra manteve o planejamento técnico. O órgão esclarece que o bloqueio integral protege a vida dos operários e assegura o andamento correto das intervenções.
Detalhes das obras de R$ 25,9 milhões
O Governo de Goiás investirá R$ 25,9 milhões nesta revitalização, realizada por meio de uma parceria direta com o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Com 1,1 quilômetro de extensão, a estrutura receberá melhorias profundas para ampliar sua vida útil e elevar o nível de segurança coletiva.
As equipes de engenharia vão realizar as seguintes ações:
- Substituição completa dos aparelhos de apoio estrutural;
- Recuperação das juntas de dilatação da pista;
- Reforço e recuperação de toda a estrutura de concreto;
- Adequação e melhoria do sistema de drenagem de água;
- Renovação total da pavimentação asfáltica.
Durante este período inicial de transição, os condutores devem programar suas viagens com antecedência, respeitar rigorosamente a sinalização local e manter a paciência diante de eventuais retenções na rodovia.

