Evite surpresas na aposentadoria, contribua!

Estudo revela que muitos trabalhadores autônomos e informais na região não contribuem para o INSS, colocando em risco a aposentadoria e outros benefícios

Lorena Marques
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Um estudo recente aponta que milhões de trabalhadores autônomos e informais no Triângulo Mineiro não estão contribuindo para a Previdência Social. Essa situação preocupa especialistas, pois essas pessoas correm o risco de não ter direito à aposentadoria e a outros benefícios do INSS. Começar a contribuir, mesmo com os desafios, é considerado um esforço que vale a pena para garantir o futuro.

No Triângulo Mineiro, assim como em todo o Brasil, muitos trabalhadores atuam como autônomos ou informais. Isso inclui diaristas, pedreiros, ambulantes, cabeleireiros, motoristas de aplicativos e outros profissionais que não possuem vínculo empregatício formal. O estudo realizado por Rogério Nagamine, ex-subsecretário do Regime Geral de Previdência, estima que 19,5 milhões de brasileiros nessa situação não recolhem para a aposentadoria. É importante ressaltar que uma parcela significativa desse número está presente em cidades como Uberlândia, Uberaba e Araguari, polos econômicos do Triângulo Mineiro.

Como contribuir para a Previdência

O trabalhador autônomo ou informal pode contribuir para a Previdência Social. O valor mínimo de contribuição é de R$ 303,60. Para quem busca uma aposentadoria com valor maior, a contribuição também aumenta. Pessoas de baixa renda, inscritas no Cadastro Único e sem atividade remunerada, também têm a opção de contribuir com um valor reduzido, a partir de R$ 75,90.

O recolhimento pode ser feito de forma prática, através do pagamento do carnê do INSS, pelo aplicativo de celular ou pelo site “Meu INSS”. Basta acessar o “Meu INSS”, selecionar a opção “Emitir guia de pagamento” e preencher os dados solicitados.

Benefícios do INSS

Além da aposentadoria, o INSS oferece outros benefícios importantes:

-Auxílio-doença;

-Salário-maternidade por 4 meses;

-Auxílio-reclusão;

-Pensão por morte.

A importância da união estável documentada

Um problema comum enfrentado por muitos dependentes é a dificuldade de comprovar a união estável ao solicitar a pensão por morte. Os processos podem ser demorados e burocráticos. Por isso, especialistas recomendam que casais que não realizaram o casamento civil documentem a união.

Existem algumas formas de fazer isso:

-Escritura pública de união estável no cartório de notas;

-Termo no cartório de registro civil;

-Contrato particular de convivência assinado pelos dois, com firmas reconhecidas.

Diante desse cenário, é fundamental que os trabalhadores autônomos e informais se conscientizem da importância de contribuir para a Previdência Social. A falta de contribuição hoje pode significar a ausência de segurança financeira no futuro, tanto para o trabalhador quanto para seus dependentes. Buscar informações, planejar as finanças e iniciar as contribuições são passos essenciais para garantir um futuro mais tranquilo e protegido. As opções de contribuição facilitadas pelo INSS tornam esse processo mais acessível, e o investimento na Previdência é, sem dúvida, um investimento no próprio bem-estar e na segurança da família.

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