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Total Clean Mint: Entenda a polêmica do Colgate interditado

Redação Geral
Foto: Colgate / Divulgação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou por 90 dias a comercialização do creme dental Colgate Total Clean Mint, após uma série de relatos sobre reações adversas. Consumidores afirmam ter apresentado lesões bucais, reações alérgicas e inflamações gengivais após o uso do produto.

A medida, publicada no Diário Oficial da União, determina a suspensão da venda do produto enquanto a agência conduz avaliações técnicas. A manutenção ou a revogação da interdição dependerá dos resultados dos testes.

Empresa nega riscos e obtém suspensão da interdição

A Colgate-Palmolive afirma que os produtos seguem todas as normas de segurança e nega qualquer risco à saúde. Segundo a companhia, algumas pessoas podem apresentar sensibilidade a determinados ingredientes, mas o creme dental é seguro para uso.

A empresa conseguiu suspender a interdição da Anvisa por meio de recurso administrativo. No entanto, o órgão regulador ainda não confirmou oficialmente a revogação da medida.

Mudança na fórmula e reações relatadas

Os problemas relatados surgiram após a reformulação do Colgate Total Clean Mint, que substituiu o fluoreto de sódio pelo fluoreto de estanho, substância com propriedades antimicrobianas. A nova versão foi lançada no Brasil em novembro de 2024 com o nome “Prevenção Ativa”.

Desde então, consumidores relatam sintomas como queimação na boca, aftas, inchaço nas amígdalas e vermelhidão nos lábios e gengivas. A influenciadora Luiza Guimarães, que tem mais de um milhão de seguidores no Instagram, compartilhou sua experiência: “Nunca imaginei que um creme dental pudesse causar alergia. Quando percebi as feridas na boca, fiquei desesperada”.

O estudante Pedro Maciel, de 25 anos, disse ter desenvolvido mais de 50 aftas simultaneamente e buscado atendimento com quatro médicos antes de identificar a causa do problema. “Foi um mês de dor insuportável. Eu não conseguia comer nada quente e tive que viver de sorvete e açaí”, relatou.

Procon-SP cobra esclarecimentos

Diante das queixas, o Procon-SP notificou a Colgate para que esclareça quais providências estão sendo tomadas. O órgão pede informações sobre os lotes afetados, a identificação de eventuais riscos e orientações aos consumidores.

A empresa tem 24 horas para responder ao Procon e deve apresentar embalagens do produto para análise.

Próximos passos da Anvisa

A Anvisa informa que continuará investigando os relatos e que, caso os problemas sejam confirmados, poderá determinar a suspensão definitiva do produto no mercado brasileiro. A agência orienta consumidores com sintomas a interromperem o uso do creme dental e buscarem orientação médica.

A Colgate disponibilizou um canal de atendimento pelo telefone 0800 703 7722 para esclarecer dúvidas dos consumidores.

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