A política mineira nunca decepciona quando o assunto é reviravolta. Há poucos dias, falava-se nos bastidores sobre uma possível candidatura de Odelmo Leal a deputado estadual. Agora, o que se comenta com cada vez mais força é que o ex-prefeito de Uberlândia pode ser candidato a vice-governador de Minas Gerais, numa composição com Mateus Simões, atual vice de Romeu Zema.
Sim, meu amigo, a dança das cadeiras começou — e com nomes de peso. Odelmo é um dos principais líderes políticos do interior mineiro, com base consolidada em Uberlândia. E se tem uma coisa que os bastidores de BH não ignoram é a força política e estratégica do segundo maior colégio eleitoral do estado.
Mateus Simões tem trajetória técnica e atuação voltada para a capital mineira. Odelmo, por sua vez, é um nome consolidado no interior do estado e tem experiência em gestão municipal. A eventual aliança entre os dois pode representar uma tentativa de equilibrar os interesses da Região Metropolitana e do interior.
Enquanto Zema evita dizer se tentará voos nacionais, seu grupo começa a desenhar a sucessão estadual. E colocar Odelmo como vice seria um aceno direto ao interior: “Vocês também estão no jogo”.
Há quem veja esse movimento como natural, mas há também quem diga que é uma jogada ousada. De um lado, Simões ainda precisa ganhar musculatura eleitoral. De outro, Odelmo já venceu várias eleições em Uberlândia e carrega um recall poderoso.
Nos bastidores, há ainda o nome de Luís Eduardo Falcão, atual prefeito de Patos de Minas, também sendo ventilado para compor a chapa. Entretanto, sua escolha esbarra em um fator decisivo: ele também é filiado ao Novo. Isso traria uma chapa “puro sangue”, sem articulação partidária mais ampla, o que poderia limitar alianças e apoios fundamentais para uma eleição majoritária em Minas Gerais.